O SPED e as Empresas Gabrielas

Neste ano, muitas empresas enfim conhecem com mais profundidade o que o fisco digital deseja: informação detalhada!
 
E conforme passa o tempo, o governo aperta o cerco informacional. Ele tem sido muito exigente, e deve ser, mas não considera a revolução que isto causa nas empresas. Não está escrito ‘como se adequar’ em nenhum guia prático ou norma legal.
 
Este contexto vem evoluindo desde 2001, com a IN 2.200-2, momento em que a tão importante certificação digital foi anunciada, para pouco mais de 10 anos depois, ser pré-requisito de regularidade fiscal.
 
Mas e os processos empresariais, que são a fonte da informação?! É onde, caro leitor, as Empresas Gabrielas urgem com toda força. O engessamento de processos inadequados, que por conta do que nível de detalhes e a origem da informação, justificam em si, o próprio problema da organização.
 
A geração da informação tem sido dificultada, e além do fator fiscal, os reflexos estão na vantagem competitiva. Quem trabalha melhor a informação, está consideravelmente na frente. E a geração da informação fiscal, ao contrário do que muitos pensam, não é somente papel do profissional contábil, temos outros agentes que precisam receber maior atenção: o comprador, o estoquista, o vendedor, o faturista, os coordenadores, os gestores, a direção executiva da organização…
 
Enquanto alguns ainda olham o seu passado glorioso pelo retrovisor, outros limpam o para-brisa para seguir adiante na regularidade fiscal, parte integrante do modelo de negócio, e que não deve ser desconsiderada.
 
Ainda em 2012, podemos ver a crescente e constante evolução do SPED. Vem aí a Nota Eletrônica Fiscal de Varejo(NFC-e), que substituirá o Emissor de Cupom Fiscal, e o SPED Social, que tratará as questões trabalhistas e previdenciárias com profundidade.
 
Por isso, meus bons amigos, eu os convido a cantar: “Eu nasci assim, eu cresci assim… E sou mesmo assim”, pois sei que facilmente você vai cantarolar a música Modinha para Gabriela, de Dorival Caymmi, eternizada e popularizada na bela voz de Gal Costa.
 
Mas, sinceramente, em tempos de SPED, não gostaria de cantar a música, se a empresa que trabalho for exatamente assim…
 
Cuide e revise os processos empresariais, uma das chaves do sucesso, para o SPED e para a continuidade empresarial!

Por Fernando Sampaio

http://blogdosped.blogspot.com.br/2012/09/o-sped-e-as-empresas-gabrielas.html

Receita não pode tributar peças para embarcações

Por Adriana Aguiar | De São Paulo

Companhias de navegação e estaleiros têm obtido decisões judiciais que impedem fiscais da Receita Federal de cobrar Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação sobre peças e componentes vindos do exterior e destinados ao reparo de embarcações. Por lei, essas mercadorias têm direito à isenção desses tributos. Porém, para obtenção do benefício, o Fisco tem exigido a comprovação de inexistência de produtos similares nacionais.

Uma das decisões beneficia o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima, que reúne 48 empresas do setor. A liminar foi proferida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Na 24ª Vara Federal do Rio de Janeiro, um estaleiro obteve sentença favorável. Ambas as decisões impedem a Receita de impor essa condição para a liberação de mercadorias importadas.

O sindicato e o estaleiro reclamam nas ações que alguns fiscais da Receita Federal de portos e aeroportos, principalmente no Rio de Janeiro, não têm liberado a entrada dessas peças sem o pagamento dos impostos, mesmo com a isenção prevista em lei. Segundo o advogado do sindicato e do estaleiro, Eduardo Kiralyhegy, do escritório Negreiro, Medeiros & Kiralyhegy Advogados, pelo menos cinco empresas associadas tiveram esse problema.

As empresas alegam na ação que a Lei nº 8.032, de 1990, que trata de isenção do Imposto de Importação, e a Lei nº 9.493, de 1997, que concede isenção do IPI, não exigem a comprovação de inexistência de produto similar nacional. De acordo com Kiralyhegy, o parágrafo 6º do artigo 150 da Constituição é claro ao dizer que a isenção de imposto só poderá ser concedida mediante lei específica, como ocorre no caso. A Fazenda, por sua vez, argumenta no processo que a determinação para comprovação de que não existem produtos nacionais semelhantes está expressa no Regulamento Aduaneiro ao tratar das isenções previstas no Decreto-lei nº 37, de 1966.

O pedido do sindicato foi negado na 4ª Vara Federal do Distrito Federal. Porém, a desembargadora Maria do Carmo Cardoso, do TRF da 1ª Região, deu provimento ao agravo de instrumento. Para ela, os produtos retidos pela Receita realmente possuem isenções de impostos expressamente previstas na Lei nº 8.032 e na Lei nº 9.493, sem que para isso haja a exigência de comprovação de que não há produto nacional similar. Ela cita precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedendo o benefício em um caso que envolve também peças para reparo de embarcação. Ainda verificou que estão presentes o requisitos para se conceder a liminar, diante da urgência da situação, já que há um alto custo de armazenagem dessas mercadorias.

Desde a decisão, proferida no início de agosto, não houve mais relatos por empresas associadas de problemas na entrada dessas mercadorias no país, segundo Kiralyhegy. “As companhias que preferiram depositar judicialmente ou administrativamente os impostos poderão reaver esses valores, caso a decisão a favor do sindicato seja mantida”, diz o advogado.

Já o estaleiro conseguiu, inicialmente, liminar para o desembaraço aduaneiro de dois resfriadores de fabricação holandesa, para instalação em embarcação de bandeira brasileira. Para isso, alegou que corria o risco de ter que arcar com elevados custos de armazenagem da mercadoria – em torno de R$ 20 mil – e sofrer com os prejuízos decorrentes da não execução de um contrato celebrado com a Petrobras, já que a embarcação não estaria reparada no período combinado. Assim, depositou judicialmente o montante integral do Imposto de Importação exigido pela Receita para que os equipamentos fossem liberados.

Ao analisar o mérito, o juiz Alfredo de Almeida Lopes entendeu que as leis que preveem situações para a isenção dos tributos prevalecem sobre o decreto utilizado pela Receita para exigir a comprovação de inexistência de produtos similares. Assim, declarou a nulidade do auto de infração sofrido pela companhia. A sentença foi publicada na quarta-feira.

Para o advogado tributarista Maurício Faro, do escritório Barbosa, Müssnich & Aragão, as normas específicas que estabelecem isenção dos tributos têm que prevalecer, como ocorreu nas decisões. Até porque a intenção do legislador, ao conceder o benefício, era evitar a paralisação da indústria naval, já que não há produção suficiente de produtos desse tipo no Brasil.

Procurada pelo Valor, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “não se manifesta por se tratar de demanda judicializada”. A Receita Federal não deu retorno até o fechamento da edição.

via Valor Econômico

SC: SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA – CÓDIGO NCM/SH – DESCRIÇÃO

EMENTA: ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. PARA ESTAR SUJEITO AO REGIME, NÃO BASTA QUE O PRODUTO SEJA CLASSIFICADO EM DETERMINADO CÓDIGO NCM/SH, É PRECISO AINDA QUE O MESMO SE ENQUADRE NA DESCRIÇÃO CONSTANTE NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA.

CASO O PRODUTO ELETROELETRÔNICO SE ENQUADRE EM ALGUM ITEM DO RICMS-SC/01, ANEXO 1, SEÇÃO “LI”, ESTARÁ SUJEITO AO REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA.

Disponibilizado na página da SEF em 29.06.12

01 – DA CONSULTA
O consulente, devidamente identificado nos autos, tem como atividade principal a fabricação de aparelhos telefônicos e de outros equipamentos de comunicação, bem como suas peças e acessórios, segundo informações constantes do cadastro da Secretaria de Estado da Fazenda.
Vem à Comissão para fazer os seguintes questionamentos:

1) todos os produtos cuja classificação fiscal se inicia com a posição 85.17 da NCM/SH estão sujeitos ao regime de substituição tributária do ICMS no Estado de Santa Catarina, independentemente de estarem citados ou enquadrados em qualquer outra seção do Anexo 1, do RICMS-SC/01, mais especificamente na coluna “descrição”?

2) Considerando que o Anexo 1, Seção LI, itens 5 e 32, do RICMS-SC/01, relaciona os itens sujeitos ao regime de substituição tributária do ICMS para o segmento de Materiais Elétricos, um produto eletroeletrônico está abrangido pelos referidos itens ou deve respeitar enquadramento próprio?
A consulta foi informada pela GERFE de origem, conforme determina o art. 152-B, § 2º, II, do RNGDT/SC, aprovado pelo Decreto nº 22.586, de 27 de junho de 1984.
É o que tinha de ser relatado.
02 – LEGISLAÇÃO APLICÁVEL
RICMS-SC/01, aprovado pelo Decreto nº 2.870, de 27 de agosto de 2001, Anexo 1, Seção LI e Anexo 3, arts. 224 a 226.
03 – FUNDAMENTAÇÃO E RESPOSTA
Preliminarmente, cabe esclarecer que em resposta dada à Consulta número 58/2009 esta Comissão entendeu que o código NCM possui caráter acessório em relação à descrição contida no texto da lei que instituir o regime de substituição tributária. Nesse sentido, o seguinte excerto da referida resposta é bastante esclarecedor:

“ A utilização da NCM na identificação da mercadoria sujeita à substituição tributária tem um caráter acessório em relação à descrição da mercadoria contida no texto de lei. Somente na hipótese da lei ( no caso, o convênio) fazer referência apenas à posição na NCM, podemos entender que todas as mercadorias compreendidas na posição estão sujeitas ao referido tratamento tributário. Caso contrário, deve-se levar em conta tanto a descrição da mercadoria, como a posição na NCM (…)” .
A Tabela de Códigos e Descrições da Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM possui a seguinte descrição para a posição 85.17:

NCM DESCRIÇÃO
85.17 Aparelhos telefônicos, incluídos os telefones para redes celulares e para outras redes sem fio; outros aparelhos para transmissão ou recepção de voz, imagens ou outros dados, incluídos os aparelhos para comunicação em redes por fio ou redes sem fio (tal como um rede local (LAN) ou uma rede de área estendida (WAN)), exceto os aparelhos das posições 84.43, 85.25, 85.27 ou 85.28.

Ao instituir o regime de substituição tributária, o legislador teve o cuidado de estabelecer uma descrição distinta daquela constante da Tabela de Códigos e Descrições da Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM. Essa preocupação evidencia sua intenção de especificar quais dentre os produtos classificáveis na posição 85.17 da NCM estariam sujeitos ao regime de substituição tributária.
Pois bem, sabe-se que a posição NCM possui caráter meramente acessório e que a descrição constante da legislação tributária catarinense restringe os itens classificáveis na posição NCM 85.17 que são sujeitos ao regime de substituição tributária. Portanto, para estar sujeito ao regime de substituição tributária, não basta que o produto seja classificado na referida posição, é preciso ainda que o mesmo se enquadre na descrição constante na legislação tributária.
A legislação catarinense apresenta, no Anexo 1, Seção LI, itens 5 e 32, as seguintes descrições para definir quais dos produtos classificáveis na posição 85.17 da NCM estão sujeitos ao regime de substituição tributária:

Item Código NCM/SH Descrição MVA % Original
5 85.17 Aparelhos elétricos para telefonia ou telegrafia por fio, incluídos os aparelhos telefônicos por fio conjugado com aparelho telefônico portátil sem fio, e os aparelhos de telecomunicação por corrente portadora ou de telecomunicação digital; videofone 37
32 85.17 Aparelhos elétricos para telefonia; outros aparelhos para transmissão ou recepção de voz, imagens ou outros dados, incluídos os aparelhos para comunicação em redes por fio ou redes sem fio (tal como um rede local (LAN) ou uma rede de área estendida (WAN)), incluídas suas partes, exceto os de uso automotivo e os dos subitens 8517.62.51, 8517.62.52, 8527.62.53 (Protocolo ICMS 182/10) 37

Assim, os produtos classificáveis no código NCM/SH 85.17 que se enquadrarem em pelo menos uma das descrições acima estarão sujeitos ao regime de substituição tributária em Santa Catarina.
Com relação aos produtos eletrônicos serem ou não abrangidos pela Seção LI do ANEXO 1 do RICMS-SC/01, que traz a lista de Materiais Elétricos sujeitos ao regime de substituição tributária, é preciso ter em mente que as seções constantes no ANEXO 1 do RICMS-SC/01, têm por finalidade subsidiar consultas pelos usuários da legislação tributária catarinense, facilitando sua compreensão, e não delimitar em definitivo um dado assunto ou conteúdo.
Portanto, caso um produto dito eletrônico se enquadre na descrição de algum item previsto na Seção LI do ANEXO 1 do RICMS-SC/01, que traz a lista dos Materiais Elétricos sujeitos ao regime de substituição tributária, estará também sujeito ao referido regime.
Isto posto, responda-se a consulente que:
1 – para estar sujeito ao regime de substituição tributária, não basta que o produto seja classificado em determinado código NCM/SH, é preciso ainda que o mesmo se enquadre na descrição constante na legislação tributária;
2 – caso o produto eletroeletrônico se enquadre em algum item do RICMS-SC/01, ANEXO 1, SEÇÃO LI, estará sujeito ao regime de substituição tributária. À superior consideração da Comissão.
COPAT, em Florianópolis, 14 de junho de 2012.

 

Valério Odorizzi Júnior

AFRE I – Matr. 950.724-8
De acordo. Responda-se à consulta nos termos do parecer acima, aprovado pela COPAT na sessão do dia 14 de junho de 2012, ressalvando-se que a resposta à presente consulta poderá, nos termos do art. 11 da Portaria SEF 226/01, ser modificada a qualquer tempo, por deliberação desta Comissão, mediante comunicação formal à consulente, em decorrência de legislação superveniente ou pela publicação de Resolução Normativa que adote diverso entendimento.
Marise Beatriz Kempa – Secretária Executiva

Francisco de Assis Martins – Presidente da COPAT

 

Fonte: Sefaz – SC

 

ME e EPP optantes pelo Simples Nacional que parcelaram seus débitos até 03.09.2012 não foram excluídas do regime

Por meio da norma em referência, foram declarados nulos de pleno direito, desde a emissão, sem a produção de quaisquer efeitos jurídicos, os atos declaratórios executivos emitidos em 03.09.2012 para as microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) optantes pelo Simples Nacional, que parcelaram, até aquela data, seus débitos de acordo com a Instrução Normativa RFB nº 1.229/2011 e que não possuíam outros débitos que motivassem sua exclusão.

(Ato Declaratório Executivo RFB nº 8/2012 – DOU 1 de 27.09.2012)

via :: NETIOB ::.

SC – Contribuintes têm até sexta-feira (28) para pagar dívidas com desconto por meio do Revigorar

O programa Revigorar, na quarta e última edição, possibilita contribuintes inadimplentes quitarem dívidas de ICMS (Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Prestação de Serviços), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor) e ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) com 85% de desconto sobre multa e juros até o último dia útil do mês de setembro, sexta-feira (28). A Secretaria da Fazenda espera arrecadar até dezembro, quando encerra o prazo para os descontos, aproximadamente R$100 milhões.

No primeiro mês de vigência do programa, em agosto, quando os descontos chegaram a 90%, o Governo registrou uma arrecadação de R$ 68,8 milhões. No mês de setembro, a arrecadação até agora está em cerca de R$ 3,5 milhões (R$ 3 milhões de ICMS, R$ 300 mil de ITCMD e R$ 200 mil de IPVA). De acordo com o secretário da Fazenda, Nelson Serpa, é esperado um aumento significativo da arrecadação nos dois últimos dias úteis do mês de setembro.

Para regularizar a situação, os contribuintes inadimplentes devem acessar o site da Secretaria da Fazenda (www.sef.sc.gov.br). Na página inicial, há um link em destaque para o Revigorar IV (clique aqui) com todas as informações necessárias para efetuar o pagamento. O programa abrange todos os débitos de ICMS e ITCMD constituídos, notificados, vencidos, parcelados ou inscritos em dívida ativa até 31 de dezembro de 2011 e de IPVA inscritos em dívida ou constituídos de ofício até 30 de junho de 2012.

Cronograma de descontos:

* 85% para pagamento até o último dia útil de setembro de 2012

* 80% para pagamento até o último dia útil de outubro de 2012

* 75% para pagamento até o último dia útil de novembro de 2012

* 70% para pagamento até o último dia útil de dezembro de 2012

via Contribuintes têm até sexta-feira (28) para pagar dívidas com desconto por meio do Revigorar | FAZENDA.

Paraíba – Receita fiscaliza implantação do selo fiscal nas envasadoras de água mineral

A Gerência Executiva de Fiscalização da Secretaria de Estado da Receita visitou as empresas envasadoras de água mineral da Grande João Pessoa para acompanhar a implantação do selo fiscal. Desde o dia 14 de setembro, as indústrias do segmento são obrigadas a envasar o garrafão de 20 litros somente com o novo lacre fiscal, que visa combater à clandestinidade no setor e garantir a origem de procedência.

Na Paraíba, atualmente, existem 14 empresas envasadoras entre água mineral e de adicionais de sais com inscrição estadual na Secretaria de Estado da Receita. “Nessa primeira etapa da fiscalização, apenas as indústrias envasadoras serão fiscalizadas. Sabemos que a implantação do selo foi um processo construído por meio de um consenso entre o Sindicato das Indústrias de Água Mineral e Adicionadas de Sais do Estado da Paraíba (Sindágua) e a Receita Estadual. Contudo, ficaremos bem atentos ao segmento, pois as visitas serão constantes”, revelou o gerente executivo de Fiscalização da Receita Estadual, João Batista Neto, que se deslocou às envasadoras de Santa Rita, onde se concentra a maior parte das fontes de água minerais do Estado.

via Governo da Paraíba | Receita fiscaliza implantação do selo fiscal nas envasadoras de água mineral.

MP estende desoneração da folha salarial a 15 setores da indústria

A Câmara analisa a Medida Provisória 582/12, que concede o benefício da desoneração da folha de pagamento a mais 15 setores da economia. Desta vez, são beneficiados fabricantes de produtos nos segmentos de aves e suínos; construção metálica; equipamentos ferroviários; ferramentas; forjados de aço; parafusos, porcas e trefilados; instrumentos óticos; pescados; equipamentos médicos e odontológicos; bicicletas; pneus e câmaras de ar; papel e celulose; vidros; fogões e refrigeradores; e cerâmicas, tintas e vernizes. As vantagens valem até 2014.

As ações previstas na MP 582/12 fazem parte do Plano Brasil Maior e dão continuidade à política de redução dos custos de produção, que teve início com as MPs 540/11 e 563/12.

Os 15 novos setores beneficiados poderão substituir a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de pagamento por alíquotas de 1% a 2%, conforme o caso, sobre a receita bruta, excluídas as vendas canceladas e os descontos concedidos. O objetivo, segundo o governo, é aumentar a produtividade e a competitividade de segmentos da economia e ampliar a formalização de mão de obra no País.

O Executivo argumenta que estudos da Secretaria de Política Econômica comprovaram que em setores já beneficiados pela desoneração, como o de calçados e de tecnologia da informação (TI), foi possível compensar a redução na arrecadação sobre a folha com o ingresso das receitas da nova contribuição substitutiva.

A estimativa é que a ampliação do rol de setores beneficiados com redução a zero da alíquota da contribuição previdenciária represente renúncia fiscal líquida de R$ 1,7 bilhão em 2013 e R$ 1,9 bilhão em 2014. Esses valores já incluem a compensação feita pelo ingresso de receitas do adicional da Cofins-importação no valor de R$ 586 milhões em 2013 e R$ 634 milhões em 2014.

O governo explica ainda que a União compensará possíveis perdas do Fundo do Regime Geral de Previdência Social, a fim de assegurar a sustentabilidade financeira do Regime Geral de Previdência Social.

Depreciação acelerada
A MP 582/12 também reduz para cinco anos o prazo total de depreciação contábil de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos, adquiridos entre 15 de setembro de 2012 e 31 de dezembro de 2012. O prazo atual de vida útil desses bens, para fins de tributação, é de dez anos. A depreciação acelerada desses produtos deverá favorecer a capitalização das empresas ao reduzir a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) já a partir de 1º de janeiro de 2013.

Fertilizantes
Para fomentar a indústria nacional de fertilizantes e reduzir a dependência de importações, a medida provisória institui o Regime Especial de Incentivo ao Desenvolvimento da Infraestrutura da Indústria de Fertilizantes (Reif). O novo regime permite que as pessoas jurídicas beneficiadas suspendam o pagamento, com posterior conversão em alíquota zero, conforme o caso, de Pis/Pasep, Cofins e IPI.

Conforme a MP, o Executivo poderá, em contrapartida, exigir que os beneficiários do Reif respeitem o uso de uma quantidade mínima de bens e serviços nacionais na execução de seus projetos de infraestrutura industrial e realizem investimentos em atividades de pesquisa e de desenvolvimento no País.

Defesa Nacional
O texto também altera a abrangência do Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (Retid), criado pela MP 544/11. As mudanças pretendem desonerar o último elo da cadeia de produção e comercialização de bens de defesa nacional, o que atinge a venda efetuada por pessoas jurídicas beneficiárias do regime para a União. A medida busca fortalecer a indústria nacional e aumentar a competitividade do produto brasileiro frente ao importado. Inicialmente, o Retid foi planejado para desonerar apenas os elos intermediários da cadeia produtiva.

Oncologia
Outra alteração proposta pela Medida Provisória 582/12 estabelece limites para as doações ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e ao Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD). O texto limita as doações a 1% do imposto de renda devido para que não prejudique doações feitas a outros setores.

Laranja
Além disso, o texto muda a incidência de PIS/Pasep e Cofins sobre a aquisição da laranja para industrialização e posterior exportação. A proposta dá tratamento diferenciado a essas operações, permitindo o ressarcimento em dinheiro dos créditos presumidos apropriados ou a compensação com tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Em contrapartida, a MP reduz de 35% para 25% o percentual de crédito presumido a quem têm direito produtores e exportadores de sucos.

Transporte de cargas
Por fim, a medida provisória reduz de 40% para 10% a base tributável do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de rendimentos decorrentes de serviços autônomos de transporte de carga. A alteração, conforme o governo, corrige a projeção feita inicialmente que superestima a receita obtida com o frete pelos transportadores autônomos de cargas. De acordo com o Executivo, estudos apontam que a base de cálculo atual, de 40% sobre o rendimento bruto, não dá margem para lucro na atividade.

Tramitação
A MP será analisada por uma comissão mista de deputados e senadores e, depois, pelo Plenário das duas Casas (Câmara e Senado).

Saiba mais sobre a tramitação de MPs.

* Matéria atualizada às 17h25.

Íntegra da proposta:

via MP estende desoneração da folha salarial a 15 setores da indústria – Agência Câmara de Notícias.

Parecer 1770/2012 da Procuradoria da Fazenda Nacional, apresentado pelo Memorando PGFN 4363 Sobre a Decadência e Prescrição no Simples Nacional

Consulta da Secretaria Executiva do Comitê Gestor do Simples Nacional sobre decadência e prescrição nos tributos desse regime.

Por meio do Oficio CGSN/SE/No 28/2012, de 17 de fevereiro de 2012, a Secretaria Executiva do Comitê Gestor do Simples Nacional formula a esta Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional consulta com o seguinte teor:

“Nos termos dos artigos 12 e 13 da Lei Complementar no 123/2006, o Simples Nacional constitui-se em Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuic6es, implicando o recolhimento mensal, pelas micro e pequenas empresas optantes, mediante documento Único de arrecadação, de até seis tributos federais (IRPJ, IPI, CSLL,COFINS, PIS/PASEP e CPP), um estadual (ICMS) e um municipal (ISS).

As empresas optantes devem efetuar, mensalmente, o cálculo do valor devido por meio de sistema eletrônico simplificado e entregar, anualmente, declaração anual de informações socioeconômicas e fiscais (artigos 18, 15, e 25, caput da LC 123/2006).

Para os fatos geradores ocorridos até o período de apuração dezembro/2011, a declaração anual constitui-se em confissão de divida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos resultantes das informações nela prestadas (art. 25, lo). A partir do período de apuração Janeiro/2012, o caráter declarat6rio de confissão de divida passou a estar instrumentalizado nas informa95es mensais prestadas no sistema eletrônico de cálculo (art. 18, 15-A da LC 123/2006, incluído pela Lei Complementar no 139/2011 ).

Portanto, todos os tributos devidos no âmbito do Simples Nacional (federais, estadual e municipal) são apurados pelas empresas optantes de modo unificado, utilizando o mesmo sistema de cálculo, forma de declaração e cumprimento de prazos.

Ocorre, por, que no âmbito do GT 38 do CONFAZ e nesta Secretaria Executiva surgiram duvidas acerca da aplicação dos institutos da decadência e prescrição no tocante ao Simples Nacional, tendo em vista sua característica peculiar de regime unificado de arrecadação de tributos de entes federados distintos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).

Assim com o intuito de dirimir as dúvidas e divulgar o entendimento a todos os entes federados, e considerando o disposto no 50 do art. 20 do Decreto no 6.038/2007, solicitamos a manifestação dessa Procuradoria no sentido de exarar parecer quanto às seguintes questões:

1. Qual o prazo para lançamento de débitos apurados na forma do Simples Nacional, quando a empresa optante não apresentar a declaração anual (para fatos geradores ocorridos até 31/12/2011), ou não prestar as informacões mensais de cálculo para fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2012), ou apresentá-las com deficiência, ou efetuar pagamentos sem a apresentaçã0 das citadas declarações? Qual o termo inicial desse prazo, em cada situação?

1.1. Exempliffcativamente, quando irá decair, em tal situação, o direito de lançamento dos débitos relativos aos períodos de apuração julho a dezembro de 2007, que estavam sujeitos à declaração anual, nas seguintes hipóteses:

1.1.1. Inércia total do confrfbuinte, ou seja, auscia de pagamentos e ansncia de declarac80;

1.1.2. Inércia parcial do contribuinte, com ausência de declaração, mas com pagamentos nas competências mensais, e valores a Ianar superiores aos dos pagamentos efefuados;

1.1.3. Inércia parcial do contribuinte, com apresentação da declaração, ausência de pagamentos e valores a lançar;

1.1.4. Ação total do contribuinte, com declaracão e pagamentos, mas com valores a Iar.

1.2. Exemplificativamente, quando i decair em tal situação, o direito de Ianamento dos d6bitos relativos aos periodos de apuração janeiro a dezembro de 2012, que esto sujeitos declarAção mensal, nas seguintes hipóteses:

1.2.1. Inércia total do contribuinte, ou seja, ausência de pagamentos e ausência de declaracão;

1.2.2. Inércia parcial do contribuinte, com ausência de declaração, mas com pagamentos na competência, e valores a lançar superiores aos dos pagamentos efetuados;

1.2.3. Inércia parcial do contribuinte, com apresentação da declaração, ausência de pagamentos e valores a lançar;

1.2.4. Ação total do contribuinte, com declaração e pagamentos, mas com valores a lançar.

2. A partir de que data o lançamento fiscal poderia [ter] sido efetuado, para as competências até dezembro de 2011 e a partir de janeiro de 2012:

2.1. Exemplificativamente, à partir de que data o lancamento fiscal relativo à competência de julho de 2007 poderia ter sido efetuado?

2.2. Exemplificativamente, a partir de que data o lançamento fiscal relativo à competência janeiro de 2012 poderia ter sido efetuado?

3. Qual o prazo prescricional para cobrança dos débitos do Simples Nacional, declarados pela empresa optante mas não recolhidos, tanto em relação à declaração anual (para fatos geradores ocorridos at 31/12/2011) ou às informações mensais de cálculo (para fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2012)? Qual o termo inicial desse prazo, em ambos os casos?

4. Os prazos decadencial e prescricional deverão ser contados em relação a cada tributo integrante do Simples Nacional (federais, estadual e municipal) ou aplicar-se prazo único a todos? Exemplificativamente: partindo do pressuposto de que haja termos iniciais distintos para os casos de adimplemento parcial de tributo e de total inadimplemento, se a empresa pagar uma fração dos tributos federais e não efetuar qualquer pagamento de ICMS (estadual), o prazo decadencial de todos os tributos se iniciará em um único momento, ou para a decadência de cada tributo haver um termo inicial pr6prio? Se o termo inicial for único, qual será ele?” (Destaques no original)

Pensamos poder responder à consulta de forma englobada, para maior clareza e simplicidade.

1. Iniciemos por dizer que a Constituição Federal de 1988, no artigo 146, III, b, reservou a disciplina da decadência e da prescrição em matéria tributa à lei complementar, a ser editada pelo Congresso Nacional com o quorum de maioria absoluta, previsto no artigo 69 da mesma Carta. São também reservadas a essa espécie de lei, na forma da alínea d ao inciso III do referido artigo 146 da Constituição, acrescentada pela Emenda Constitucional nº 42 de 2003, a instituição de tratamento tributo diferenciado e favorecido para as microempresas e empresas de pequeno porte, e, consoante o parágrafo único ao mesmo artigo 146, também introduzido pela EC nº 42, de 2003, a criação de um regime único de arrecadação de impostos e contribuições da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, no âmbito do tratamento diferenciado e favorecido acima mencionado.

Confira-se com a transcrição dos preceitos:

Art. 146. Cabe lei complementar

[…]

III – estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:

[…]

b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;

[…]

d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239.

Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que:

I – será opcional para o contribuinte;

II – poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado,

III – o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento,

IV – a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes.

4 Para implementar tudo isso, foi editada a Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, estabelecendo “normas gerais relativas ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte” (artigo 1º, caput), especialmente no que se refere à apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação, inclusive obrigações acessórias” (inciso I do artigo 1º), e instituindo o “Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional” (artigo 12).

5. A mesma LC nº 123, de 2006, não previu, todavia, regras próprias de decadência nem de prescrição em relação ao lançamento e cobrança dos tributos passiveis de arrecadação no âmbito do Simples Nacional, com o que prevalecem, nesse âmbito, as regras sobre o assunto previstas no Código Tributo Nacional (Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966, diploma que tern, como cediço, status de lei complementar), especialmente aquelas presente no”` artigos 173 (caput, incisos parágrafo único), 150 (caput e §§ 1º e 4º) – ambos, sobre decadência (o segundo dos quais especifico para os tributos com lançamento por homologação) – o 174 – sobre prescrição -, com seguinte teor:

Decadência (em geral)

Art. 173. O direito de a Fazenda Publica constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados:

I- do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;

II – da data em que se tomar definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal, o lançamento anteriormente efetuado.

Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributo pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.

Decadência (nos tributos com lançamento por homologação)

Art. 150. O lançamento por homologacão, que ocorre quanto aos tributos cuja legislacão atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.

§1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento.

[…]

§4º Se a lei não fixar prazo à homologação será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.

Prescrição

Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da sua constituição definitiva.

Parágrafo único. A prescrição se interrompe: “

I- pelo despacho do juiz que ordenar a citacão em execução fiscal;

II- pelo protesto judicial;

III por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

IV – por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do d6bito pelo devedor.

No Parecer PGFN/CAT/Nº 1617/2008, de 1º de agosto de 2008, esta Procuradoria-Geral fixou o seguinte entendimento quanto à decadência e à prescrição nos tributos com lançamento por homologação, ali assim resumido:

“b) apresentada a declaração pelo contribuinte (GFIP ou DCTF, conforme o tribute) não há necessidade de lançamento polo fisco do valor declarado, podendo ser [lançada] apenas a eventual diferença a maior mio declarada (lançamento suplementar);

c) na hipótese do subitem anterior, caso o Fisco tenha optado por lançar de ofício, por meio de NFLD, as diferenças declaradas e não pagas em sua totalidade, aplica-se o prazo decadencial dos arts. 150, §4º, ou 173 do CTN, conforme tenha havido antecipação de pagamento parcial ou não, respectivamente; o prazo prescricional, ainda, e por sua vez, conta- Se da constituição definitiva do crédito tributário;

d) para fins de cômputo do prazo de decadência, não tendo havido qualquer pagamento, aplica-se a regra do art. 173, inc. 1 do CTN, pouco importando se houve ou não declaração, contando-se o prazo do primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;

e) para fins de cômputo do prazo de decadência, tendo havido pagamento, aplica-se a regra do §4º do art. 150 do CTN;

f) para fins de cômputo do prazo de decadência, todas as vezes que comprovadas as hipóteses de dolo, fraude e simulação deve-se aplicar o modelo do inciso I, do art. 173, do CTN;

g) para fins de cômputo do prazo de prescrição, nas declarações entregues antes do vencimento do prazo para pagamento deve-se contar o prazo prescricional justamente a partir do dia seguinte ao dia do vencimento da obrigação; quando a entrega se faz após o vencimento do prazo para pagamento, o prazo prescricional é contado a partir do dia seguinte ao da entrega da declaração;”

7. Noutras palavras (e em breve resumo, no que aqui interessa):

I – Quanto ao prazo decadencial:

(i) se há pagamento, o prazo, de cinco anos, para o lançamento da diferença apurada conta-se a partir da ocorrência do fato gerador;

(ii) se não há pagamento, o prazo, também de cinco anos, para o lançamento dos valores devidos conta-se a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado

(iii) em qualquer dos casos é irrelevante, no cômputo do prazo decadencial, ter havido ou não declaração do contribuinte.

II- Quanto ao prazo prescricional:

(i) Se há declaração:

(i.i) e ela é anterior a data do vencimento do tributo, o prazo, de cinco anos, para cobrança dos valores não declarados e não pagos inicia-se no dia seguinte à data de vencimento do tributo.

(i.ii) e ela é posterior à data do vencimento do tributo, o prazo, de cinco anos, para cobrança dos valores nela declarados e não pagos inicia-se no dia seguinte à data de entrega da declaração.

(ii) se não há declaração, o prazo, de cinco anos, para cobrança dos valores não pagos conta-se da data da constituição definitiva do crédito tributo, mediante prvio lançamento de ofício.

8. Esse entendimento aplica-se, em linha de princípio, à decadência e à prescrição relativamente aos tributos cobrados no âmbito do Simples Nacional, porque, nesse âmbito, segundo a formatação que lhes deu a LC nº 123, de 2006, eles configuram tributos com lançamento por homologação, eis que às empresas optantes foi atribuído o “dever de antecipar o pagamento sem prévio exame” das autoridades dos Fiscos das três esferas da Federação, que é o que caracteriza aquela espécie de lançamento, consoante previsto no caput do artigo 150 do CTN, retrotranscrito.

9. Com efeito, já desde a redação original da LC nº 123, de 2006, às empresas optantes do Simples Nacional foi atribuído o dever de apurar e recolher mensalmente, “mediante documento único de arrecadação”, os tributos integrantes desse regime, sem qualquer exame prévio dos Fiscos envolvidos. Isto se conclui da análise conjunta, por exemplo, dos seguintes dispositivos:

Art. 13. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, dos seguintes impostos e contribuições:

[…]

Art. 18. O valor devido mensalmente pela microempresa e empresa de pequeno porte comercial, optante pelo Simples Nacional, será determinado mediante aplicação da tabela do Anexo I desta Lei Complementar.

§ 1º – Para efeito de determinação da alíquota, o sujeito passivo utilizará a receita bruta acumulada nos 12 (doze) meses anteriores ao do período de apuração.

[…]

§ 15. Será disponibilizado sistema eletrônico para realização do cálculo simplificado do valor mensal devido referente ao Simples Nacional.

[…]

Art. 21. Os tributos devidos, apurados na forma dos arts. 18 a 20 desta Lei Complementar, deverão ser pagos:

I – por meio de documento único de arrecadação, instituído pelo Comitê Gestor;

[…]

III – enquanto não regulamentado pelo Comitê Gestor, até o último dia útil da primeira quinzena do mês subseqüente àquele a que se referir;

Art. 26. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam obrigadas a:

[…]

II – manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos e contribuições devidos e o cumprimento das obrigações acessórias a que se refere o art. 25 desta Lei Complementar enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes.

[…]

Art. 33. […]

[…]

§ 3o O valor não pago, apurado em procedimento de fiscalização, será exigido em lançamento de ofício pela autoridade competente que realizou a fiscalização.

10. Não se pode, portanto, ter a menor dúvida quanto à caracterização dos tributos integrantes do Simples Nacional como tributos com lançamento por homologação. A aplicação do entendimento desta PGFN sobre decadência e prescrição no tocante aos tributos sujeitos a essa espécie de lançamento, acima retratado, é, então, consequência inafastável.

11. Dessarte, também no Simples Nacional se aplicam as formas de contagem do prazo decadencial e do prazo prescricional que enunciamos no item 7 supra.

12. De esclarecer que, no tocante ao prazo decadencial, é desinfluente, para fins de

determinar-se o seu termo a quo no âmbito do Simples Nacional, a periodicidade (semestral ou mensal – ou qualquer outra) em que deve ser apresentada, pelos optantes, declaração ao Fisco com informações sobre os valores devidos mensalmente e sua apuração. O importante ser apenas saber se houve ou não pagamento, como já indicado supra.

13. Nesse ponto, cumpre anotar que a LC nº 123, de 2006, em sua vertente original, havia instituído o-somente o dever de as empresas apresentarem anualmente Secretaria da Receita Federal “declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais”, tal como previsto no artigo 25, caput.12 Ease dever persiste ainda hoje, mas a ele fol acrescido – pela Lei Complementar no 139, de 10 de novembro de 2011 – um outro,qual seja, o de as empresas (a partir de JAN de 2012) fomecerem mensalmente à Secretaria da Receita Federal do Brasil as informações por elas prestadas, em cada mês, no sistema eletrônico previsto no §15 do artigo 18 da LC nº 123, de 2006, a respeito do cáculo efetuado na apuração dos tributos devidos.

14. Isto, contudo, no interfere na forma de contagem do prazo decadencial, pois o que importa para esse fim (reitere-se ainda uma vez) é saber se houve ou no pagamento, tal como registramos nos itens 7 e 12, supra.

15. Dessa maneira, (i) quer quanto aos fatos geradores ocorridos entre JUN de 2007 e DEZ de 2011, (ii) quer quanto aos fatos geradores ocorridos a partir de JAN de -2012, a decadência, no 5mbito do Simples Nacional, deve ser contada da mesma forma. Com isso, pensamos ter respondido aos questionamentos formulados no item 1 da consulta.

16. Um Segundo esclarecimento quanto à decadência se faz necessário, a partir do que perguntado no item 2 da consulta. E o seguinte: apesar de nos tributos com Ianamento por homologacão o legislador normalmente prever a entrega, ao Fisco, de uma declaração em que o contribuinte deve informar o valor do tributo devido e a forma utilizada para sua apuração – como se dá por exemplo, no caso dos tributos federais que devem ser informados na DCTF -, isto não é da essência dessa espécie de Ianamento, que, como já dissemos supra, é aquela em que contribuinte simplesmente antecipa o pagamento do valor do tributo, sem qualquer verificação prévia por parte do Fisco.

17. Assim, nos tributos com lançamento por homologação, constatado o não pagamento, o Fisco pode, desde já, promover o sen lançamento de ofício, independentemente de ter havido ou não declaração do contribuinte. O Fisco não precisará sequer esperar pela entrega da declaração, já que tem o dever de agir de oficio. Evidentemente que mais cômodo para o Fisco esperar a entrega da declaração (deva ela ser entregue quinzenal, mensal, semestral ou anualmente) – inclusive porque se a ela for dada pelo legislador, o caráter de “confissão de divida” e de “instrumento hábil e suficiente para a exigência” do tributo declarado – o Fisco poderá, constatado o não pagamento, promover, de logo, a cobrança judicial do tributo (via execução fiscal), sem necessidade de prévio lançamento de ofício. Isso, contudo, não significa que o Fisco não possa, desde logo, efetuar o lançamento, o que não é diferente no âmbito do Simples Nacional. Assim, constatado o não pagamento de tributo integrante desse regime, j no dia seguinte ao do vencimento o Fisco poder efetuar o lançamento, não se alterando, em nada, a conclusão pela aplicação, no seio desse regime, do entendimento desta PGFN quanto à fluência do prazo decadencial, posta nos item 11 e 15, supra. Com isso, entendemos respondidas as indagações do item 2 da consulta.

18. Passemos agora aos esclarecimentos quanto ao prazo prescricional.

19. Já vimos que antes do advento da LC nº 139, de 2011, existia, na LC nº 123, de 2006, previsto apenas da declaração anual, de que trata o seu artigo 25, caput. A essa declaração anual foi conferido pela Lei Complementar nº 128, de 19 de dezembro de 2008, o valor de “confissão de divida” e de “instrumento hábil e suficiente para a exigência de tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos resultantes das informações nela prestadas”, tal como se vê no (hoje §1º do artigo 25 da LC no 123, de 2006, aos moldes do que já acontecia no âmbito federal, por exemplo, com a DCTF. De registrar que essa norma, introduzida embora no ano de 2008, o foi com efeitos retroativos a 1º de julho de 2007, por força do artigo 14, inciso I, da referida LC no 128, de 2008.

20. Somente com o advento da LC nº 139, de 2011, é que – junto com a criação da obrigatoriedade (a que já fizemos referência) da apresentação mensal SRFB das informações prestadas no sistema de cálculo previsto no §15 do artigo 18 da LC nº 123, de 2006 (retrotranscrito) -passou-se a conferir “caráter declaratório” a tais informações mensais e a dar-se a elas o mesmo valor de “confissão de divida” e de “instrumento hábil e suficiente para a exigência de tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos” de que já desfrutava a declaração anual. É o que se lê, hoje, no §15-A do artigo 18 da LC nº 123 de 2006, in verbis:

Art. 18. […]

[…]

§ 15-A. As informações prestadas no sistema eletrônico de cálculo de que trata o § 15:

I – têm caráter declaratório, constituindo confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos resultantes das informações nele prestadas; e

II – deverão ser fornecidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil até o vencimento do prazo para pagamento dos tributos devidos no Simples Nacional em cada mês, relativamente aos fatos geradores ocorridos no mês anterior.

21. Assim, em princípio, e com base no entendimento desta PGFN sobre a contagem do prazo prescricional enunciado no item 7, supra parece-nos correto afirmar, quanto aos fatos geradores dos tributos do Simples Nacional ocorridos no período de JUL de 2007 a DEZ de 2011, Que:

i) nesse período, em que só havia a declaração anual (com valor de “confissão de dívida”, etc), mas os pagamentos já eram mensais, o prazo prescricional para a cobrança dos tributos nela declarados, quando não pagos, conta-se, evidentemente, do dia seguinte à data da entrega da referida declaração;

ii) ressalva-se, porém, a hipótese, eventual, de algum pagamento mensal ter o seu vencimento em data posterior àquela em que deve ser entregue a declaração anual, sendo que, nessa situação, o prazo prescricional da parcela começará a correr a partir da data do sem vencimento.

22. Já quanto aos fatos geradores ocorridos a partir de JAN de 2012, em relação aos quais a legislação dá caráter de “confissão de divida”, etc tanto à declaração anual como às informações prestadas mensalmente no sistema de cálculo de que cuida o §15 do artigo 18 da LC nº 123, de 2006, será preciso responder à seguinte indagação: o prazo prescricional para a cobrança dos tributos não pagos começa a partir da data em que prestadas as informações mensais, ou apenas a partir da data em que apresentada a declaração anual?

23. A dúvida tern sua razão de ser, pois no juridicamente aceitável falar-se em dois termos a quo para a prescrição de uma mesma obrigação.

24. Ora, sabe-se que, pelo principio da actio nata, adotado no sistema jurídico brasileiro, a prescrição, como causa do perecimento da pretensão de restauração de direito violado pela inércia do seu titular em busca-la, inicia-se a partir do momento que esse titular, podendo, deixa de fazê-lo.

25. Na situação de que estamos tratando, parece claro que, desde o momento em que o Fisco constate o não pagamento dos valores informados no sistema em apreço, já poderá exercer a pretensão de cobrá-los judicialmente – com base, exatamente, no caráter de “confissão de divida” e de “instrumento hábil e suficiente para a exigência dos tributos”, etc, que a legislação de regência da tais informações. O prazo prescricional para a cobrança desses valores é, portanto, de considerar-se iniciado a partir desse momento, nos moldes descritos no item 7, supra.

26. O Fisco não precisa, com efeito, esperar a declaração anual para ajuizar a cobrança do tributo no pago no mês, pois, como já enfatizamos, as informações prestadas mensalmente no sistema de calculo de que trata o §15 do artigo 18 da LC nº 123, são dotadas do mesmo caráter (de confissão, etc) que aquela.

27. Se, contudo, no há informações mensais, mas há a declaração anual, a prescrição deve considerar-se iniciada no dia seguinte à apresentação desta, com a ressalva posta na letra “ii” do it 21, supra.

28. Ainda: se houver informações mensais, mas na declaração anual a empresa apura valores a pagar além dos que foram objeto daquelas informações, então, quanto a esses valores (quando não pagos, evidentemente), a prescrição deve considerar-se iniciada no dia seguinte apresentação da declaração anual, aplicando-se, também aqui, a ressalva posta na letra “ii” do item 21, supra.

29. . Com isso, pensamos fer respondido aos questionamentds pestos no item 3 da consulta.

30. Por fim, quanto ao item 4 da consulta, cremos que, por tudo o que já expusemos acima, não pode ser outra a conclusão senão a de que a decadência e a prescrição no âmbito do Simples Nacional devem ser aferidas em relação a cada tributo, isoladamente considerado. Da circunstância de tratar-se de um regime unificado de arrecadação de tributos não nos parece possa decorrer um sistema de contagem unificado dos respectivos prazos, mormente quando se verificada que a LC nº 123, de 2006, nada inovou em relação à disciplina do tema insculpida no CTN e que, pelo próprio regime, são perfeitamente identificáveis os valores que devem ser repassados a cada um dos Fiscos, a todos os títulos. Vale dizer: e do pagamento ou da declaração de cada tributo que se há de apurar a decadência ou a prescrição, respectivamente.

É o parecer.

OTARGINO DA ROCHA NETO

Procurador da Fazenda Nacional

RONALDO AFFONSO NUNES LOPES BAPTISTA

Procurador-Geral Adjunto de Consultoria e Contencioso Tributário Substituto.

http://www.noticiasfiscais.com.br/2012/09/27/parecer-17702012-da-procuradoria-da-fazenda-nacional-apresentado-pelo-memorando-pgfn-4363-sobre-a-decadencia-e-prescricao-no-simples-nacional/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+EditoraResenhaDeNotciasFiscaisLtda+%28Resenha+de+Not%C3%ADcias+Fiscais%29

Erros, avisos e arquivo validado com sucesso. Fisco deve começar emitir notificações em breve!

Criado com objetivo de promover a integração dos fiscos, mediante a padronização e compartilhamento das informações contábeis e fiscais, o projeto SPED vem se firmando a cada dia que passa. Se considerarmos a velocidade em que este vem aumentando sua abrangência e profundidade, em breve o Fisco começará a emitir notificações e autuações, alerta Maicon José Gorges, consultor de negócios da empresa Quirius Soluções Fiscais.
 
” As empresas devem ficar de ‘’olhos abertos’’ a partir do primeiro mês subsequente a transmissão do arquivo digital ao fisco. O ciclo de auditoria entre as informações apresentadas a RFB tem como prazo, estabelecido em lei, de cinco anos a partir do dia da transmissão. Ou seja, a empresa pode ser auditada no mês seguinte a entrega do arquivo digital até o ultimo dia que completa o prazo de autuações do Fisco.”
 
O fato é que o Fisco está se aperfeiçoando e profissionalizando no quesito “análise e sistemas de informação”. Confiar na máxima de que “será um grande e improvável azar a empresa cair na malha fina” já não é mais aceitável.
 
Para Marlos Adriano Brust, diretor de operações da Quirius, as empresas devem acompanhar o movimento do fisco e aperfeiçoar seus processos, usando a tecnologia da informação como sua aliada.
 
“A afirmação de que os sistemas de gestão sozinhos garantirão a integridade e conformidade das informações apresentadas ao fisco não deve ser aceita. Por experiência, estes encaram cada obrigatoriedade de forma individual, não se preocupando com a conformidade entre as diversas entregas, e tampouco pelo o que está sendo gerado, pois apenas espelham a qualidade da informação armazenada em sua base de dados.
 
Da mesma forma, não é adequado que as empresas se preocuparem apenas em adquirir ferramentas de análise e auditoria digital dos arquivo pois, nestas condições, muitas vezes empurram o problema para o final de seus processos, e inevitavelmente, acabam onerando as áreas contábeis e fiscais.
 
O mais coeso é analisar o processo da gestão fiscal como um todo, inserindo soluções que otimizem seus processos, mas não deixem de lado a preocupação com a conformidade das informações e, principalmente, de como elas chegarão para o Fisco dentro de um arquivo SPED. Podemos exemplificar esta situação com a forma na qual as NFe’s são recebidas, validadas e inseridas para dentro do ERP”.
 
Para as empresas que deixaram de encarar o projeto SPED como um problema, e buscaram as soluções necessárias, os resultados já são percebidos. Entre eles estão a otimização dos processos e eliminação do retrabalho nas áreas fiscais, mas principalmente, a possibilidade de utilizarem essa massa de dados para a análise estratégica de seus negócios.
 
Fonte: http://www.quirius.com.br
 

MS: Mais de 40 mil podem ser beneficiados no MS com Lei Geral

No Mato Grosso do Sul, até agora, oito municípios implantaram a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, com as exigências previstas na Lei Complementar nº 123/06: Aral Moreira, Bodoquena, Chapadão do Sul, Inocência, Nioaque, Porto Murtinho, Sidrolândia e Sonora.

A meta estabelecida pelo Sebrae para o Mato Grosso do Sul já foi superada, mas a expectativa é que ao final do ano mais cinco municípios se juntem a esta lista, o que significa, ao todo, segundo dados da RAIS/TEM, 42.357 mil empresas beneficiadas, que geram mais de 290 mil empregos diretos. Até 2015, espera-se que o número de cidades chegue a mais que o dobro.

“Em algumas localidades, os benefícios previstos em lei saíram do papel. Ao cumprir esta obrigação, promove-se o dinamismo da economia, proporcionando melhoria na qualidade de vida, já que isto significa oportunidades de negócios e consequentemente maior número de pessoas com carteira assinada”, afirma Jorge Tadeu Veneza, analista técnico do Sebrae no MS.

No Brasil, 565 municípios já implantaram a Lei Geral; que representam uma população de aproximadamente 28 milhões de pessoas. O objetivo é contar com 2.014 cidades nos próximos três anos.

Para sair do papel

Ao todo, 62 municípios sul-mato-grossenses possuem a lei regulamentada, porém, para atender de fato às normas de implantação cada uma deve desenvolver ações concretas e mantê-las.

Estas evidências compreendem desde decretos e editais de licitação, que proporcionam tratamento especial aos empreendimentos de pequeno porte nas compras governamentais; até parcerias com entidades para promover treinamentos e outras formas de incentivo aos empresários.

A análise é realizada mediante quatro elementos fundamentais que abrangem o uso do poder, desburocratização, Agentes de Desenvolvimento e empresário individual. Assim como em todo o País, um sistema desenvolvido pelo Sebrae auxilia no acompanhamento dos avanços da lei nos municípios.

Fonte: MS Notícias

http://www.diaadiatributario.com.br/noticias_post/479-estadual–ms:-mais-de-40-mil-podem-ser-beneficiados-no-ms-com-lei-geral.html